Conteúdo de Mapa Astral ou Mapa Radical

Este Mapa indica o exato momento que o indivíduo nasceu e como estavam a posição dos planetas no céu no momento da primeira respiração. Para que seja feito um mapa astral são necessárias as seguintes informações sobre o indivíduo: O dia, o mês, o ano e a hora exata do nascimento, bem como a cidade, o estado e o país.

O método de interpretação do mapa astrológico busca a interação simbólica dentre vários fatores que compõem a carta astrológica tendo em conta a localização dos planetas nos signos, nas casas astrológicas e os aspectos que são formados entre os planetas.

O astrólogo busca a compreensão destes movimentos astrológicos que são efetivados neste encontro dos astros no momento do nascimento da pessoa. Através do mapa astral, pode-se perceber de que forma o indivíduo percebe e compreende a realidade e a forma pela qual ele pode reagir ao meio.

Para a interpretação do mapa astrológico, além da posição do Sol, deve-se perceber a localização de cada um dos planetas e ter em conta a interpretação dos símbolos que são atribuídos a esses planetas, os aspectos, as casas astrológicas e a capacidade de integrar todos esses fatores dentro da mandala astrológica, buscando a harmonia entres estes atores que se encontram na carta astrológica.

O mapa astral é uma mandala que traça a localização precisa dos planetas em determinado evento e acompanha a pessoa durante a sua vida. Além disso, o mapa de nascimento de uma pessoa pode ser comparado ao de outras pessoas para verificar compatibilidades comerciais, amorosas, dentre outras possibilidades.

Cada um dos doze signos do Zodíaco representa características particulares, porém a grande riqueza de um mapa astrológico é compreender as relações que estão em constante encontro. Devemos nos debruçar em um mapa astrológico de forma multifacetada entendendo os movimentos e as interações constantes entre todos os aspectos que constituem um mapa astrológico, compreendendo de que forma influencia o comportamento e de desenvolvimento humano em termos espirituais, racionais, emocionais e físicos.

Existem peculiaridades que caracterizam os signos, mas o reforço ou o enfraquecimento dessas propriedades especiais depende da combinação de vários fatores do mapa. A carta astrológica natal é uma Gestalt, um conjunto determinado de elementos que ao se articularem mutuamente compõem uma forma precisa e determinada. Sempre um sentido maior do que apenas a soma das partes componentes, que na verdade adquirem sentido ampliado ao estarem ‑ e exatamente por estarem ‑ em contato articulado umas com as outras.

Nesse ponto cabe detalhar mais a filosofia da Gestalt. Essa escola filosófica se desenvolveu em protesto contra a forma atomista de apreensão da experiência, a forma de entendimento pela qual os elementos de cada experiência são reduzidos aos seus componentes mais simples e analisados separadamente uns dos outros, supondo‑se que o todo da experiência seja apenas a soma desses componentes, em seus múltiplos significados individuais.

A filosofia da Gestalt, ao contrário, a partir de seus maiores expoentes (os filósofos Max Wertheimer, Wolfgang Kõhler e Kurt Kofka), propunha que uma análise das partes isoladas nunca pode proporcionar uma compreensão do todo, uma vez que esse todo é definido também ‑ e principalmente ‑ pelas interações e interdependências das partes que o compõem, as quais nunca se mantêm as mesmas ao serem submetidas a diferentes inter‑relacionamentos.

O mesmo se dá com uma carta astrológica natal: as partes constituintes, mesmo que aparentem ter significados isolados relativamente precisos, ao se relacionarem umas com as outras adquirem atributos e manifestam características altamente individualizadas, de pessoa para pessoa, pois é quase rigorosamente impossível dois indivíduos apresentarem a mesma carta.

Lembramos também que “mandala”, em sânscrito, significa “circulo” ou “centro”; e na tradição oriental, os mandalas, geometricamente dispostos e desenhados, eram utilizados como um artifício para concentrar a mente, de modo a permitir que ela fosse além de seus limites habituais. Ocorre o mesmo com a carta astrológica natal: quando utilizada com propriedade, ela permite ao indivíduo concentrar sua percepção e consciência sobre si mesmo e sobre suas tarefas de crescimento, o que tende a facilitar seu processo de individuação (ou integração interna).

Toda carta astrológica natal apresenta cerca de trinta e quatro elementos simbólicos básicos ‑ acrescidos ou não de outros, quando for o caso, dependendo do enfoque interpretativo utilizado. Essa ressalva se faz necessária, pois a carta astrológica é sempre um grande conjunto simbólico, composto de tantos símbolos quantos utilizados em sua elaboração e, portanto, por menos que os tenha, sujeito a múltiplas interpretações. Aliás, a riqueza de cada símbolo é exatamente esta característica de muitos significados simultâneos, dependendo de quem o percebe e o interpreta naquele momento.

É importante ter claro que toda interpretação, seja ela de uma carta astrológica natal, seja do que é dito a você por alguém, sempre depende da linguagem pela qual se decodifica o conjunto de símbolos utilizados para a representação da situação que se quer transmitir. Por essa razão a astrologia de séculos atrás e a astrologia contemporânea utilizam os mesmos símbolos; e se o significado atribuído a cada um variou de época para época é porque se alterou a possibilidade de decodificação de quem tenta descobrir seu significado, à medida que o conhecimento humano se alarga e se modifica.

É a partir da relação: astrólogo – mapa radical – partilhante, que podemos fazer uma maior afirmação das possibilidades da astrologia. O mapa astrológico mostra de que forma os símbolos atuam, de que maneira os arquétipos se manifestam, porém devemos ter em mente que o aspecto relacional destes vários fatores torna-se vivo com a própria consulta astrológica. É neste momento que surge a vida em movimento, em que os itens formadores se “fundem” em busca de uma totalidade diferente do que apenas a soma de suas partes constituintes.

Com a consulta astrológica entramos plenamente no universo simbólico atuante e relacional. A percepção de cada indivíduo, a sua sensibilidade, o seu grau de refinamento, e esta sutilização é percebida com a interação: astrólogo – carta radical – consulente. É neste momento único onde encontram-se em sintonia estes três elementos. Desta forma, torna-se possível adentrar ao mundo das significações mais profundas ou modelos contemplativos.

É quando surge a “sinfonia cósmica” em busca de uma sensibilização que possa emergir o inconsciente coletivo e a sua abertura para o consciente do astrólogo e do partilhante. Neste momento o astrólogo pode transcender sua individualidade em busca de uma maior inteireza com os arquétipos ou símbolos astrológicos. É através da sensibilização do astrólogo que se abre a porta deste manancial de experiências humanas que estão sendo acumuladas por vários séculos.

A astrologia e outras ciências esotéricas buscam dar cabo a este sentido, ou seja, uma vida mais totalizante e relacional com um sentido mais integrante, onde o ser humano deixe de ser apenas um “fragmento” e passe a ser um indivíduo pleno que mantém relações de inteireza com toda a forma de expressão viva dentro deste planeta.

Não se deve entender a astrologia de forma fragmentada ou se fazer um juízo de valor de algum indivíduo baseado apenas em seu signo de nascimento. Esta ciência necessita de mais informações para então poder se revelar com clareza. A nossa intenção é trazer à luz os fatores que são fundamentais para a construção deste saber relacional.

Tive a oportunidade de entrar em contato com este saber simbólico através de meu instrutor, Okal – Astrólogo e Teósofo de formação. Foi através dele que recebi as primeiras influências astrológicas, tendo assim percebido a forma de expressão desta ciência geométrica. Um aprendiz de astrologia desde os anos 80. Como resultado dessa aproximação fecunda, em nossa vida, das teorias e práticas psicoterapêuticas (como paciente e mais tarde como profissional) com diversos ramos do saber humano contemporâneo e com as tradições esotéricas, nasceu a nossa prática de astrologia clínica. Está sendo um aprendizado constante, quer nas horas de estudo devotadas à astrologia e demais ciências do comportamento humano, quer em cada atendimento astrológico e com as reações observadas nos partilhantes e com o embasamento teórico de diversas linhas e teorias psicoterapêuticas.

Evidentemente não podemos oferecer senão a nossa própria vivência pessoal. Agradecemos muito a todos os autores de quem nos aproximamos, devemos muito a todos os partilhantes a que atendemos através de uma rica vivência.

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