Conteúdo de Ártemis irmã de Apolo – Virgem e Leão em relação

Ártemis, Deusa da caça e da serena luz, é a mais pura e casta das deusas e, como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas. Zeus, seu pai, presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma lira do mesmo material (seu irmão Apolo ganhou os mesmos presentes, só que de ouro).

Recebeu de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas, o seu arco. Zeus também lhe deu uma corte de Ninfas, sendo a rainha dos bosques. Como a luz prateada da lua, percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora.

É representada, como caçadora é, vestida de túnica, calçada de coturno, trazendo um arco na mão e um cão ao seu lado. Outras vezes acompanhada das suas ninfas, tendo a fronte ornada de um crescente. Representam-na ainda: ora no banho, ora em atitude de repouso, recostada a um veado, acompanhada de dois cães; ora em um carro tirado por corças, trazendo sempre o seu arco e aljava cheia de flechas.

Ártemis, apesar do seu voto de castidade, tendo ela se apaixonado perdidamente pelo jovem Órion (que era caçador também) e se dispondo a consorciá-lo, o seu enciumado irmão Apolo impediu o enlace: achando-se em uma praia, em sua companhia, desafiou-a a atingir, com a sua flecha, um ponto negro que indicava a tona da água, e que mal se distinguia, devido à grande distância.

Ártemis, toda vaidosa, prontamente retesou o arco e atingiu o alvo, que logo desapareceu no abismo no mar, fazendo-se substituir por espumas ensanguentadas. Era Órion que ali nadava, fugindo de um imenso escorpião criado por Apolo para persegui-lo. Ao saber do desastre, Ártemis, cheia de desespero, conseguiu do pai que a vítima e o escorpião fossem transformados em constelação. Quando a de Órion se põe, a de escorpião nasce, sempre o perseguindo, mas sem nunca alcançar. Percebemos aqui uma clara relação do signo de Câncer com Escorpião.

Nas festas em homenagem à Lua eram sempre executadas danças de extrema sensualidade e havia constantemente a presença de um ramo considerado sagrado. Ártemis é considerada tanto uma prostituta sagrada quanto uma virgem responsável pelos partos, pois os mitos a retratam igualmente como o bebê que nasceu primeiro e ajudou a mãe a parir o irmão Apolo.

Embora pareça contraditória esta personalidade ambígua de Ártemis, na verdade ela está associada à dupla faceta do feminino, que protege e destrói, concebe e mata. Esta imagem da deusa é difundida especialmente na Ásia Menor. Não se sabe exatamente onde e quando surgiu seu culto, pois os autores que estudam o mito divergem quanto a este ponto.

Alguns pesquisadores acreditam que seu nascimento remonta às tribos da Anatólia, exímias caçadoras, consideradas berços das famosas amazonas. Outros creem que ela descende da divindade Cibele, protetora da Natureza, cultuada na Ásia Menor, também representada como uma Rainha das Feras, rodeada por leões, veados, pássaros e outros exemplares da fauna.

Há estudos que situam Ártemis ao lado de outras potências lunares, tais como Hécate, também associada às esferas infernais, e Selene; as três compunham uma espécie de trindade da Lua. Os italianos a conhecem como Diviana, expressão que pode ser traduzida como Deusa, e pode ser facilmente ligada ao nome Diana.

Na Itália eles comemoravam sua festa no dia 13 de agosto, quando os cães de caça tinham seu momento de glória e os animais ferozes eram deixados à vontade. Este evento foi consagrado pela Igreja como um culto católico que marca a Assunção de Nossa Senhora, transferido para o dia 15 de agosto.

Esta deusa da fertilidade animal tinha várias discípulas que eram denominadas ursas. Elas reconheciam sua natureza autoritária e repressora. Os animais ferozes que estão sempre junto a ela representam, por outro lado, os impulsos que precisam ser dominados. Sem dúvida ela é o símbolo maior do feminino, de liberdade e autonomia.

Virgem simboliza a gravidez da natureza pura, livre e não controlada. É o signo do respeito à condição da natureza que se coloca humilde e pronta para a renovação da ordem natural, que acontece em ciclos. Tudo tem seu momento e sua história no seu devido lugar. O universo busca a ordem da matéria dentro do tempo correto.

O signo de Virgem representa a energia do plano material que deve ser purificada para se transformar em fruto. É a purificação da forma humana, de um mundo que se diferencia, se particulariza e se seleciona. A limpeza acontece em um processo no qual primeiro se acumula, se coleciona, se examina, se classifica, para depois determinar os limites precisos.

Virgem simboliza os limites impostos a toda atividade da vida criativa, que determinam a seleção entre o espiritual e o material, o controle entre a moralidade e o abandono, entre a permanência pessoal e a retirada, entre a impureza e a pureza, entre o erro e a remissão. Limites estes que servirão para posterior julgamento e que só serão vencidos com disciplina e ordem.

Símbolo do chão pronto para receber a semente, Virgem representa a terra distribuidora, que está apta para servir e ser servida, para espalhar e liberar a essência Divina. É o espírito do trabalho, da minúcia e da capacidade de discernimento. O signo também é associado à colheita dos cereais – alimentos puros e não poluídos.